Ultrassom transvaginal, para que serve, quando é indicado e o que o exame pode identificar

Ultrassom transvaginal realizado para avaliação do útero, endométrio e ovários.

O ultrassom transvaginal é um dos principais exames utilizados na avaliação ginecológica. Ele permite visualizar com detalhes estruturas como útero, endométrio, ovários e regiões próximas, ajudando o médico a investigar diferentes alterações e sintomas.

O exame pode ser solicitado em situações como sangramento uterino anormal, dor pélvica, alterações menstruais, investigação de infertilidade ou suspeita de determinadas doenças ginecológicas. Também pode fazer parte do acompanhamento de condições já conhecidas.

Sou a Dra. Lívia Leal da Silva
CRM: 5293897-1/RJ | RQE: 34900

Atuo no Rio de Janeiro, RJ, como médica radiologista titulada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, com mais de 10 anos de experiência em diagnóstico por imagem e atuação especializada em ultrassonografia e ressonância magnética para o mapeamento da endometriose.

Neste artigo, você vai entender para que serve o ultrassom transvaginal, quando ele costuma ser indicado, como é realizado e o que o médico pode avaliar durante o exame. Também vamos explicar quais alterações podem aparecer nas imagens e em quais situações a ultrassonografia pode precisar de complementação.

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O que é o ultrassom transvaginal?

O ultrassom transvaginal é um exame de imagem realizado por meio de um transdutor introduzido pela vagina, permitindo que as estruturas da pelve sejam observadas de forma mais próxima e detalhada.

O equipamento utiliza ondas de ultrassom para produzir imagens em tempo real. A partir delas, o médico pode analisar características anatômicas dos órgãos ginecológicos e identificar alterações que possam estar relacionadas aos sintomas ou à situação clínica da paciente.

A proximidade do transdutor com o útero e os ovários permite uma avaliação detalhada dessas estruturas, especialmente quando comparada à visualização obtida exclusivamente pela via abdominal.

Além da imagem em modo convencional, o exame pode utilizar recursos complementares, como o Doppler, quando existe indicação para avaliar o fluxo sanguíneo em determinadas estruturas.

A forma como o exame é realizado e interpretado também é importante. O ultrassom não consiste apenas na obtenção das imagens: o médico avalia os achados durante o procedimento e os relaciona com a indicação clínica.

Para que serve o ultrassom transvaginal?

O ultrassom transvaginal serve para avaliar os órgãos ginecológicos e investigar possíveis alterações na região pélvica.

O ultrassom transvaginal é utilizado para avaliar estruturas como o útero, o endométrio e os ovários, podendo auxiliar na investigação de diferentes condições ginecológicas. A FEBRASGO também destaca a utilização da ultrassonografia transvaginal na avaliação da pelve feminina, incluindo útero, endométrio e ovários.

Ele pode ser solicitado tanto diante de sintomas quanto como parte da investigação de determinadas condições ginecológicas.

Entre as situações em que o exame pode ser utilizado estão:

  • Investigação de dor pélvica.
  • Avaliação de sangramento uterino anormal.
  • Investigação de alterações menstruais.
  • Avaliação do útero e do endométrio.
  • Investigação de alterações nos ovários.
  • Pesquisa de miomas uterinos.
  • Avaliação de cistos ovarianos.
  • Investigação de alterações compatíveis com adenomiose.
  • Investigação de endometriose, quando houver indicação.
  • Avaliação durante a investigação de infertilidade.
  • Acompanhamento de determinadas alterações ginecológicas já conhecidas.

A indicação, entretanto, não é igual para todas as pacientes.

Por exemplo, uma mulher com sangramento uterino anormal pode realizar o exame com o objetivo de avaliar principalmente o útero e o endométrio. Já uma paciente com dor pélvica pode precisar de uma avaliação mais ampla da pelve.

Por esse motivo, o resultado do ultrassom deve sempre ser interpretado considerando o motivo pelo qual o exame foi solicitado.

O que o ultrassom transvaginal avalia?

O exame permite analisar diferentes estruturas da pelve feminina. A avaliação pode variar conforme a indicação clínica e os achados observados durante o procedimento.

Útero

O útero é uma das principais estruturas avaliadas no ultrassom transvaginal.

Durante o exame, o médico observa seu tamanho, formato, posição e características do miométrio, que corresponde à camada muscular da parede uterina.

Essa avaliação pode ajudar a identificar alterações que modificam a anatomia do útero, como miomas e outros achados ginecológicos.

O aspecto do útero também pode fornecer informações importantes quando a paciente apresenta sintomas como sangramento anormal, dor pélvica ou alterações menstruais.

Endométrio

O endométrio corresponde à camada que reveste internamente o útero e também pode ser analisado pela ultrassonografia transvaginal.

O médico observa sua espessura e características, considerando fatores como a idade da paciente, a fase do ciclo menstrual e a situação clínica.

Dependendo do contexto, alterações do endométrio podem levar à necessidade de investigação complementar.

Por isso, a espessura do endométrio não deve ser interpretada isoladamente. O mesmo valor pode ter significados diferentes dependendo da fase do ciclo e das características da paciente.

Ovários

Os ovários também são avaliados de forma detalhada durante a ultrassonografia transvaginal.

O exame permite observar sua localização, tamanho, formato e características do tecido ovariano, além de identificar folículos, cistos e outras alterações.

A avaliação dos ovários pode ser importante tanto na investigação de sintomas quanto em situações relacionadas à fertilidade.

Em mulheres em idade reprodutiva, por exemplo, a aparência dos ovários pode variar naturalmente ao longo do ciclo menstrual. Por isso, o médico considera esse contexto ao interpretar as imagens.

Região anexial

Além do útero e dos ovários, o exame pode avaliar as regiões anexiais e outras estruturas próximas.

Essa análise é particularmente importante quando existe dor pélvica, suspeita de uma formação ou alteração observada em exames anteriores.

Quando necessário, o Doppler pode complementar a avaliação, fornecendo informações sobre a vascularização de determinadas estruturas.

Quais alterações podem aparecer no ultrassom transvaginal?

O ultrassom transvaginal pode identificar diferentes alterações ginecológicas, mas o aparecimento de um achado na imagem não significa automaticamente que exista uma doença.

O médico precisa analisar as características da alteração e relacioná-las ao histórico, aos sintomas, à idade, à fase do ciclo menstrual e aos demais dados clínicos.

Entre os achados que podem aparecer estão:

  • Miomas uterinos.
  • Cistos ovarianos.
  • Alterações do endométrio.
  • Pólipos endometriais em determinadas situações.
  • Alterações da anatomia uterina.
  • Alterações ovarianas.
  • Achados sugestivos de adenomiose.
  • Alterações relacionadas à endometriose.

A ultrassonografia também pode identificar achados que não estavam diretamente relacionados ao motivo inicial da solicitação do exame.

Isso acontece porque o médico avalia sistematicamente as estruturas que estão dentro do campo de análise da ultrassonografia.

O ultrassom transvaginal pode identificar miomas?

Sim. O ultrassom transvaginal é amplamente utilizado na investigação dos miomas uterinos, que são formações benignas originadas no músculo do útero.

Durante o exame, o médico pode identificar a presença de miomas e avaliar características como localização, tamanho e relação com as diferentes regiões do útero.

Essas informações podem ser relevantes porque os miomas não apresentam todos o mesmo comportamento. A localização e as dimensões da formação, por exemplo, podem ter importância na avaliação dos sintomas e na definição da conduta médica.

Além disso, a ultrassonografia pode ajudar no acompanhamento de miomas já conhecidos, permitindo comparar seu aspecto em diferentes momentos quando isso for clinicamente indicado.

O ultrassom transvaginal pode identificar cistos nos ovários?

Sim. A ultrassonografia transvaginal é um dos principais métodos utilizados para avaliar os ovários e pode identificar diferentes tipos de formações císticas.

Entretanto, nem todo cisto encontrado no ovário representa uma doença.

Durante o ciclo menstrual, por exemplo, estruturas relacionadas ao funcionamento normal dos ovários podem apresentar aparência cística e sofrer modificações ao longo do tempo.

Por isso, o médico analisa características como tamanho, conteúdo, paredes, septações, vascularização e outros aspectos da formação antes de definir sua provável natureza.

Dependendo do achado, da idade da paciente e do contexto clínico, pode ser recomendado apenas acompanhamento ou investigação complementar.

O ultrassom transvaginal avalia o endométrio?

Sim. A avaliação do endométrio faz parte do exame ginecológico realizado pela via transvaginal.

O médico observa sua espessura, aspecto e características, sempre considerando a fase do ciclo menstrual e o contexto clínico.

Essa análise pode ser particularmente relevante em pacientes com sangramento uterino anormal ou outras situações em que exista suspeita de alteração da cavidade uterina.

Entretanto, não existe uma única espessura de endométrio considerada normal para todas as mulheres.

A interpretação depende de fatores como idade, estado hormonal, fase do ciclo menstrual e presença ou ausência de sintomas.

Por esse motivo, o valor descrito no laudo deve ser interpretado dentro do contexto da paciente, e não isoladamente.

O ultrassom transvaginal pode identificar adenomiose?

Sim. O ultrassom transvaginal pode identificar sinais sugestivos de adenomiose, especialmente quando realizado com uma avaliação direcionada e por profissional familiarizado com os achados ultrassonográficos da doença.

Durante a análise, o médico observa características do miométrio e da anatomia uterina que podem estar associadas à adenomiose.

Entretanto, assim como acontece com outros achados ultrassonográficos, a interpretação não depende de uma única característica.

A suspeita é construída a partir do conjunto de sinais observados, levando em consideração também os sintomas e o contexto clínico.

Quando houver interesse específico na investigação dessa condição, é importante diferenciar uma ultrassonografia ginecológica convencional de uma avaliação direcionada para determinadas doenças.

Aqui faremos apenas essa introdução ao tema, porque já temos um artigo específico sobre a capacidade do ultrassom de identificar adenomiose. O novo artigo não deve competir com esse conteúdo.

E a endometriose?

O ultrassom transvaginal também pode participar da investigação da endometriose. Entretanto, essa é uma aplicação específica do exame e não o foco principal deste artigo.

Quando existe suspeita de endometriose, a avaliação pode precisar de uma abordagem direcionada, considerando os sintomas, a localização suspeita da doença e as estruturas que precisam ser investigadas.

Por isso, não vamos repetir aqui a explicação detalhada sobre endometriose, mapeamento ou protocolo especializado.

Para quem deseja entender especificamente essa questão, o assunto é desenvolvido em nosso conteúdo sobre endometriose no ultrassom transvaginal.

Essa separação é importante para que cada artigo responda a uma intenção de busca diferente e para que o leitor encontre a informação mais específica no conteúdo adequado.

Como é realizado o ultrassom transvaginal?

O ultrassom transvaginal é realizado com a paciente deitada em uma posição semelhante à utilizada durante o exame ginecológico.

O médico utiliza um transdutor específico, revestido com uma proteção descartável e gel apropriado, que é introduzido delicadamente pela vagina.

Como o transdutor fica próximo ao útero e aos ovários, o exame permite obter imagens detalhadas dessas estruturas e realizar a avaliação em tempo real.

Durante o procedimento, o médico pode movimentar suavemente o transdutor para obter diferentes planos de imagem e observar melhor determinadas regiões da pelve.

Essa avaliação em tempo real é uma característica importante da ultrassonografia. Além de analisar as imagens produzidas pelo equipamento, o médico pode direcionar a investigação de acordo com os achados observados durante o próprio exame.

A duração pode variar conforme a finalidade da avaliação e os achados encontrados. Um exame ginecológico sem alterações relevantes tende a ser mais simples, enquanto situações que exigem uma análise mais detalhada podem demandar mais tempo.

O ultrassom transvaginal dói?

O ultrassom transvaginal geralmente é bem tolerado, mas algumas pacientes podem sentir desconforto durante a introdução ou movimentação do transdutor.

A intensidade dessa sensação varia de uma mulher para outra e pode depender de fatores como sensibilidade individual, tensão muscular, presença de dor pélvica ou determinadas condições ginecológicas.

O exame deve ser realizado de maneira cuidadosa, respeitando os limites da paciente.

Quando existe dor durante o procedimento, é importante informar o médico. Essa informação também pode ser relevante para a própria avaliação clínica, principalmente quando a paciente apresenta sintomas ginecológicos.

O ultrassom transvaginal precisa de preparo?

O preparo necessário depende do tipo de exame e da finalidade da investigação.

No ultrassom transvaginal ginecológico convencional, geralmente não é necessário realizar um preparo intestinal específico.

A orientação sobre a bexiga também pode variar conforme o protocolo e o tipo de avaliação. Por isso, a paciente deve seguir as instruções fornecidas pelo serviço responsável pelo exame.

Quando existe uma indicação específica, entretanto, o protocolo pode ser diferente.

Um exemplo é a investigação direcionada da endometriose, em que determinados serviços utilizam preparo intestinal antes do exame.

Como esse é um assunto específico, não é necessário repetir aqui todas as orientações. Para entender como funciona esse preparo, consulte o conteúdo sobre ultrassom transvaginal com preparo intestinal.

É preciso estar com a bexiga cheia para fazer o ultrassom transvaginal?

Essa é uma dúvida bastante comum.

De maneira geral, o ultrassom transvaginal é realizado com a bexiga vazia, justamente porque o transdutor fica próximo das estruturas ginecológicas que serão avaliadas.

Isso é diferente do ultrassom pélvico realizado pela via abdominal, que frequentemente utiliza a bexiga cheia como parte do preparo.

Entretanto, existem situações em que o médico pode solicitar uma avaliação complementar pela via abdominal ou utilizar um protocolo diferente.

Por esse motivo, a orientação recebida no momento do agendamento deve sempre ser seguida.

Qual é a diferença entre o ultrassom transvaginal e o ultrassom pélvico?

Embora os dois exames possam avaliar estruturas da pelve, a principal diferença está na via utilizada para obter as imagens.

No ultrassom transvaginal, o transdutor é introduzido pela vagina e fica próximo aos órgãos ginecológicos.

No ultrassom pélvico pela via abdominal, o transdutor é colocado sobre a parte inferior do abdome.

Essa diferença interfere na forma como as estruturas são visualizadas e pode fazer com que um método seja mais adequado que o outro dependendo da situação.

Em algumas pacientes, os dois acessos podem inclusive ser utilizados de maneira complementar.

A escolha depende da idade, da indicação clínica, das características da paciente e da pergunta que o médico precisa responder.

Quando o ultrassom transvaginal é indicado?

O médico pode solicitar o ultrassom transvaginal em diferentes situações. A indicação depende principalmente dos sintomas, do histórico clínico e do objetivo da investigação.

Entre as situações mais comuns estão:

  • Dor pélvica ou abdominal inferior.
  • Sangramento uterino fora do padrão habitual.
  • Alterações menstruais.
  • Investigação de alterações do útero.
  • Avaliação de miomas.
  • Investigação de cistos ou outras alterações ovarianas.
  • Avaliação do endométrio.
  • Investigação de algumas causas de infertilidade.
  • Acompanhamento de alterações ginecológicas previamente identificadas.
  • Investigação direcionada de doenças ginecológicas específicas.

O exame também pode ser solicitado quando o médico precisa esclarecer um achado identificado em outro exame.

Por exemplo, uma alteração observada inicialmente em uma ultrassonografia abdominal pode justificar uma avaliação transvaginal mais detalhada.

O ultrassom transvaginal pode ser usado na investigação da infertilidade?

Sim. A ultrassonografia transvaginal pode desempenhar um papel importante na investigação da fertilidade feminina.

O exame permite avaliar o útero, o endométrio e os ovários e, em determinadas situações, acompanhar o desenvolvimento dos folículos durante o ciclo menstrual.

A ultrassonografia também pode ser utilizada para acompanhar a resposta ovariana durante determinados tratamentos de fertilidade.

Entretanto, a investigação da infertilidade é ampla e não depende de um único exame.

O médico pode solicitar outros exames e avaliações para investigar fatores femininos, masculinos e outros aspectos relacionados à dificuldade para engravidar.

O que o Doppler acrescenta ao ultrassom transvaginal?

O Doppler é um recurso que pode ser utilizado durante a ultrassonografia para avaliar o fluxo sanguíneo.

Ele não é necessariamente utilizado em todos os exames transvaginais. Sua indicação depende do que o médico precisa investigar.

Quando utilizado, o Doppler pode fornecer informações adicionais sobre a vascularização de determinadas estruturas e formações observadas durante o exame.

Isso pode ser útil, por exemplo, na caracterização de algumas alterações ginecológicas.

É importante lembrar que o Doppler não substitui a avaliação das imagens convencionais. Ele funciona como um recurso complementar quando existe uma pergunta clínica que justifique sua utilização.

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Quando o ultrassom transvaginal pode não ser suficiente?

O ultrassom transvaginal é um exame bastante útil, mas não consegue responder sozinho a todas as perguntas clínicas.

A necessidade de complementação depende do que está sendo investigado e dos achados encontrados.

Em algumas situações, o médico pode solicitar outro método de imagem para obter informações adicionais. A escolha pode envolver uma nova ultrassonografia com protocolo específico, ultrassom pela via abdominal, ressonância magnética ou outros exames, dependendo do caso.

Isso não significa que um exame seja necessariamente melhor que outro.

Cada método fornece informações diferentes e deve ser escolhido de acordo com a pergunta clínica.

Por exemplo, quando é necessário avaliar uma alteração de maneira mais específica, um protocolo direcionado pode fornecer informações que não seriam obtidas em uma avaliação ginecológica convencional.

Da mesma forma, determinadas situações podem exigir uma análise mais ampla da anatomia pélvica por outro método de imagem.

Ultrassom transvaginal comum e ultrassom especializado são a mesma coisa?

Não necessariamente.

O termo ultrassom transvaginal descreve principalmente a via utilizada para realizar o exame. Já um exame especializado pode utilizar protocolos, objetivos e formas de avaliação específicas.

Por exemplo, uma ultrassonografia transvaginal realizada para uma avaliação ginecológica de rotina não necessariamente seguirá o mesmo protocolo utilizado quando existe suspeita específica de endometriose.

A diferença, portanto, não está apenas no equipamento utilizado, mas também na pergunta clínica, no protocolo e na experiência necessária para interpretar determinados achados.

Essa distinção é especialmente importante porque uma paciente pode ouvir que precisa de um “ultrassom transvaginal” sem que isso signifique que qualquer protocolo de exame responderá à mesma pergunta.

Quando existe uma suspeita específica, é importante confirmar com o médico ou com o serviço de imagem qual tipo de avaliação foi solicitado.

O resultado do ultrassom transvaginal confirma sozinho uma doença?

Não necessariamente.

O exame pode identificar alterações e fornecer informações importantes para a investigação, mas o diagnóstico médico geralmente depende da integração entre os achados de imagem e outras informações clínicas.

O médico considera fatores como:

  • Sintomas.
  • Histórico clínico.
  • Idade.
  • Exame físico, quando indicado.
  • Características observadas na ultrassonografia.
  • Resultados de outros exames.

Por isso, o laudo não deve ser interpretado isoladamente.

Um mesmo achado pode ter significados diferentes dependendo da idade, da fase do ciclo menstrual e do contexto clínico da paciente.

Da mesma forma, um ultrassom sem alterações significativas não significa necessariamente que todas as possíveis causas dos sintomas tenham sido excluídas.

A interpretação adequada depende da pergunta que originou a investigação e da correlação com os demais dados clínicos.

FAQS – Perguntas frequentes sobre ultrassom transvaginal

1. O ultrassom transvaginal serve para quê?

O ultrassom transvaginal serve principalmente para avaliar os órgãos ginecológicos, como útero, endométrio e ovários. O exame pode ajudar na investigação de sintomas e alterações como dor pélvica, sangramento uterino anormal, miomas, cistos ovarianos e outras condições ginecológicas.

2. O ultrassom transvaginal dói?

O exame geralmente é bem tolerado, mas algumas mulheres podem sentir desconforto durante a introdução ou movimentação do transdutor. A intensidade varia de acordo com a sensibilidade individual e com as condições clínicas de cada paciente.

Se houver dor durante o procedimento, é importante comunicar o médico para que o exame possa ser realizado da maneira mais confortável possível.

3. Precisa estar com a bexiga cheia para fazer o ultrassom transvaginal?

Geralmente, não. O ultrassom transvaginal costuma ser realizado com a bexiga vazia, pois o transdutor é colocado próximo aos órgãos ginecológicos.

Essa orientação pode ser diferente quando o exame inclui também uma avaliação pela via abdominal ou segue algum protocolo específico. Por isso, a paciente deve seguir as instruções fornecidas pelo serviço onde realizará o exame.

4. O ultrassom transvaginal precisa de preparo?

Depende do tipo de avaliação que será realizada.
No exame ginecológico transvaginal convencional, geralmente não é necessário preparo intestinal específico. Entretanto, alguns protocolos direcionados podem exigir preparos diferentes.

Quando o exame é solicitado para uma investigação específica, é importante confirmar previamente com o serviço responsável qual preparo deve ser realizado.

5. O ultrassom transvaginal pode identificar miomas?

Sim. O exame pode identificar miomas uterinos e fornecer informações sobre sua localização, tamanho e relação com as estruturas do útero.

Essas informações podem ajudar o médico a avaliar se os achados têm relação com os sintomas apresentados e se é necessário algum acompanhamento ou investigação adicional.

6. O ultrassom transvaginal pode identificar cistos nos ovários?

Sim. A ultrassonografia transvaginal permite avaliar os ovários e pode identificar cistos e outras formações.
Entretanto, nem todo cisto representa uma doença.

Algumas estruturas císticas fazem parte do funcionamento normal dos ovários e podem mudar de aspecto ao longo do ciclo menstrual.
Por isso, o médico avalia as características da formação antes de determinar seu provável significado.

7. O ultrassom transvaginal pode identificar adenomiose?

Sim. O exame pode demonstrar sinais sugestivos de adenomiose, principalmente quando existe uma avaliação direcionada e o profissional possui experiência na identificação das características ultrassonográficas da doença.

A interpretação deve considerar o conjunto de achados e o contexto clínico da paciente, e não apenas uma característica isolada.

8. O ultrassom transvaginal detecta endometriose?

O ultrassom transvaginal pode participar da investigação da endometriose, mas a capacidade de identificar a doença depende de sua localização, extensão, protocolo utilizado e experiência do profissional.

Quando existe suspeita específica, pode ser necessária uma avaliação direcionada para endometriose, que possui características diferentes de um exame ginecológico convencional.

9. Qual é a diferença entre ultrassom transvaginal comum e ultrassom para endometriose?

O ultrassom transvaginal descreve a via utilizada para realizar o exame. Já a investigação especializada da endometriose envolve uma avaliação direcionada, com protocolo e análise específicos para procurar sinais da doença em diferentes regiões da pelve.

Por isso, quando o médico solicita uma investigação específica de endometriose, é importante confirmar qual protocolo deve ser realizado.

10. O ultrassom transvaginal pode substituir outros exames ginecológicos?

Não necessariamente. O ultrassom transvaginal é uma importante ferramenta de avaliação ginecológica, mas cada exame possui características e aplicações próprias.

Dependendo da situação clínica e dos achados encontrados, o médico pode considerar necessário complementar a investigação com outro método de imagem ou exame.

11. O ultrassom transvaginal pode ser realizado em paciente virgem?

Em geral, o ultrassom transvaginal não é realizado em pacientes que nunca tiveram relação sexual com penetração vaginal. Nesses casos, pode-se optar pelo ultrassom pélvico por via abdominal, de acordo com a indicação clínica.

Leitura complementar recomendada

Quer entender como funciona o ultrassom para endometriose?

Se você está pesquisando sobre diagnóstico da doença, vale a pena ler também nosso guia completo sobre Ultrassom para Endometriose, onde explicamos detalhadamente como o exame é realizado, quais estruturas podem ser avaliadas, quando o preparo intestinal é indicado e qual a importância do mapeamento da endometriose para o planejamento do tratamento.

Clique aqui para ler o artigo complementar.

Conclusão sobre quando o ultrassom transvaginal pode ser útil?

ultrassom transvaginal é um exame versátil que permite avaliar com detalhes diferentes estruturas ginecológicas, principalmente o útero, o endométrio, os ovários e as regiões anexiais.

Ao longo deste artigo, vimos que ele pode ser utilizado na investigação de diversas situações, desde alterações menstruais e sangramento uterino até miomas, cistos ovarianos, adenomiose e outras condições ginecológicas.

Também vimos que o exame não deve ser interpretado de maneira isolada. A indicação, o protocolo utilizado e a interpretação dos achados dependem da situação clínica de cada paciente.

Outro ponto importante é que nem todo ultrassom transvaginal tem exatamente o mesmo objetivo. Um exame ginecológico convencional pode responder a determinadas perguntas, enquanto avaliações especializadas podem utilizar protocolos específicos quando existe uma suspeita clínica particular.

Por isso, se você recebeu uma solicitação para realizar um ultrassom transvaginal, procure entender com o médico ou com o serviço de imagem qual é o objetivo da investigação e se existe algum preparo específico.

Dessa forma, o exame poderá ser realizado de acordo com a necessidade clínica e fornecer as informações mais relevantes para a avaliação.

Entre em contato conosco!

Artigo escrito pela própria Dra. Lívia Leal

Sou a Dra. Lívia Leal da Silva
CRM: 5293897-1/RJ | RQE: 34900

Atuo no Rio de Janeiro, RJ – Brasil, sou médica radiologista titulada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia.

Atendimento - Na Zona Sul do Rio de Janeiro

Rua Visconde de Pirajá, 550 – sala 318 – Ipanema, Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

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