A histerossonografia é um exame de imagem que amplia a avaliação da cavidade do útero. Durante o procedimento, a equipe usa ultrassonografia transvaginal e introduz uma pequena quantidade de solução estéril pelo colo do útero. O líquido separa suavemente as paredes da cavidade e ajuda a mostrar o endométrio com mais detalhe.
A médica pode indicar a histerossonografia quando precisa investigar sangramento uterino anormal, suspeita de pólipo, mioma que alcança a cavidade, aderência intrauterina ou um achado que o ultrassom transvaginal convencional não esclareceu completamente. Em alguns casos, ela também integra a investigação de infertilidade ou de perdas gestacionais recorrentes.
Sou a Dra. Lívia Leal da Silva
CRM: 5293897-1/RJ | RQE: 34900
Atuo no Rio de Janeiro, RJ, como médica radiologista titulada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, com mais de 10 anos de experiência em diagnóstico por imagem e atuação especializada em ultrassonografia e ressonância magnética para o mapeamento da endometriose.
O exame não substitui a consulta e não fecha um diagnóstico isoladamente. Ele entrega informações anatômicas importantes para que a médica que acompanha a paciente relacione as imagens aos sintomas, ao histórico e aos demais exames. Entender o preparo, as etapas e os limites do método ajuda a chegar mais tranquila ao atendimento.
O que a Histerossonografia avalia
O ultrassom transvaginal de rotina permite observar o útero, o endométrio, os ovários e estruturas próximas. Quando a dúvida se concentra no interior do útero, a histerossonografia acrescenta um recurso útil: a solução estéril cria contraste dentro da cavidade enquanto o ultrassom registra as imagens em tempo real.
Esse contraste pode tornar mais visíveis alterações do contorno da cavidade, pólipos endometriais, miomas submucosos e aderências. A imagem também ajuda a estimar a localização e a relação dessas alterações com o endométrio. Ainda assim, cada achado exige interpretação individual. A aparência de uma lesão não determina, sozinha, gravidade, necessidade de cirurgia ou tratamento.
A indicação parte de uma pergunta clínica concreta. Por isso, leve exames anteriores, laudos, pedidos médicos e informações sobre sangramento, dor, tentativas de gestação ou tratamentos já realizados. Esses dados ajudam a equipe a compreender o objetivo do exame e a comparar os resultados quando necessário.
Quando a médica pode solicitar o exame
Sangramentos fora do padrão, menstruações muito intensas, sangramento após a menopausa e suspeitas levantadas em outros exames podem motivar a solicitação. A médica também pode recorrer ao método antes de definir condutas para pólipos, miomas ou alterações da cavidade uterina.
Na investigação de fertilidade, o exame pode contribuir quando a equipe precisa observar se a cavidade tem alterações que merecem atenção. Ele não responde sozinho a todas as perguntas sobre fertilidade e não substitui outros exames indicados para cada caso. A escolha do método depende da história de cada paciente e do objetivo da investigação.
- Sangramento uterino anormal ou irregular.
- Suspeita de pólipo endometrial ou mioma submucoso.
- Investigação de aderências dentro da cavidade uterina.
- Esclarecimento de achado no ultrassom transvaginal.
- Avaliação complementar em contextos de infertilidade ou perdas gestacionais recorrentes.
Como a Histerossonografia é feita
A equipe costuma iniciar com uma avaliação transvaginal. Em seguida, a paciente fica em posição semelhante à de um exame ginecológico. A profissional posiciona um espéculo, visualiza o colo do útero e introduz um cateter fino. Depois, ela retira o espéculo, reposiciona o transdutor transvaginal e administra a solução estéril lentamente enquanto acompanha as imagens.
O procedimento reúne etapas simples, mas todas exigem cuidado técnico. A paciente pode avisar a equipe a qualquer momento se sentir desconforto, ansiedade, tontura ou dor. Essa comunicação permite ajustar o ritmo e orientar o que está acontecendo durante o exame.
O atendimento inteiro costuma durar pouco tempo, embora a duração varie conforme a indicação e as condições individuais. A equipe registra imagens e prepara o laudo de acordo com o protocolo do serviço. Depois, a paciente leva o resultado ao profissional que solicitou o exame ou recebe a orientação definida pela clínica.
Como a médica interpreta as imagens
Durante a histerossonografia, a médica observa a forma da cavidade, a espessura e o aspecto do endométrio, além da presença de imagens que possam sugerir pólipos, miomas ou aderências. Ela também avalia se o líquido se distribui de maneira adequada e registra os planos de imagem necessários para o laudo.
O laudo descreve as características visualizadas, mas a decisão clínica não nasce apenas da imagem. A idade, o padrão de sangramento, o desejo reprodutivo, os exames anteriores e os sintomas mudam o significado de um mesmo achado. Por esse motivo, a consulta de retorno é parte essencial da investigação.
Quando o resultado aponta uma alteração, a médica responsável pelo acompanhamento pode propor observação, tratamento clínico, investigação adicional ou encaminhamento para outro procedimento. Quando o exame não identifica alterações relevantes, ela ainda considera a evolução dos sintomas antes de encerrar a avaliação.
Histerossonografia e histeroscopia são exames diferentes
Os nomes se parecem, mas os métodos têm objetivos e recursos diferentes. A histerossonografia usa ultrassom e solução estéril para produzir imagens da cavidade uterina. Ela não permite tratar uma alteração durante a realização do exame.
A histeroscopia introduz uma câmera fina pela vagina e pelo colo do útero para visualizar diretamente a cavidade. Dependendo da indicação e do tipo de procedimento, ela pode permitir biópsia ou tratamento. A médica escolhe entre os métodos conforme a pergunta clínica, o achado prévio e a necessidade de intervenção.
Uma paciente não deve trocar um exame pelo outro por conta própria. Leve o pedido recebido e converse com o profissional que acompanha o caso. Essa orientação evita preparo inadequado e garante que o método escolhido responda à dúvida correta.
Qual é o melhor momento do ciclo menstrual
Em muitas situações, a clínica agenda a histerossonografia logo após o fim da menstruação. Nessa fase, o endométrio tende a estar mais fino e a leitura da cavidade pode ficar mais clara. Esse período também ajuda a reduzir a possibilidade de uma gestação inicial, situação em que o exame não deve ser realizado.
Não existe uma data universal que sirva para todas as pacientes. O melhor dia depende do ciclo, do motivo do pedido e das orientações da médica ou do serviço. Ao marcar, informe a data da última menstruação, qualquer possibilidade de gravidez e alterações recentes do ciclo. A clínica confirmará a janela adequada para o seu caso.
Se ocorrer atraso menstrual, sangramento inesperado ou dúvida sobre gravidez antes da data marcada, entre em contato com a clínica. Essa atitude evita deslocamentos desnecessários e protege a segurança do procedimento.
Como se preparar para a Histerossonografia
O preparo costuma ser direto, mas precisa seguir exatamente a orientação do agendamento. Algumas pacientes recebem instruções sobre analgésico, documentos ou exames anteriores. Não tome medicamentos novos por conta própria apenas porque outra pessoa recebeu uma orientação diferente.
- Informar a data da última menstruação e qualquer possibilidade de gravidez.
- Relatar febre, dor pélvica importante, corrimento diferente ou suspeita de infecção.
- Levar pedido médico, exames anteriores e laudos relacionados.
- Informar alergias, doenças em tratamento e medicamentos de uso contínuo.
- Confirmar com a clínica o preparo e o horário do exame.
Infecção pélvica ativa e gravidez exigem uma conversa prévia com a equipe, pois podem impedir ou adiar o procedimento. A clínica avalia as informações fornecidas antes do atendimento e orienta o próximo passo de forma individualizada.
A Histerossonografia dói
Cada paciente percebe o procedimento de uma forma. Algumas relatam cólica leve ou pressão passageira quando a solução entra na cavidade. Outras quase não sentem desconforto. A equipe explica as etapas e acompanha a paciente durante todo o exame.
Você não precisa permanecer em silêncio diante de dor ou mal-estar. Avise imediatamente se a cólica ficar forte, se houver tontura ou se a ansiedade aumentar. A equipe pode pausar, explicar o que está acontecendo e avaliar a melhor forma de seguir.
Após o exame, pequenas cólicas ou um sangramento discreto podem ocorrer por curto período. Porém, dor intensa, febre, mal-estar relevante ou sangramento importante exigem contato com o serviço ou avaliação médica. Essas orientações não substituem a recomendação específica recebida no dia do atendimento.
Quando devo avisar a clínica antes do atendimento
Avise a clínica se houver mudança no ciclo, possibilidade de gravidez, febre, dor pélvica intensa, corrimento com alteração importante ou diagnóstico recente de infecção pélvica. Essas informações ajudam a equipe a avaliar se mantém, remarca ou adapta o atendimento.
Também vale informar cirurgias uterinas prévias, procedimentos no colo do útero e uso de medicamentos. A equipe não precisa apenas de uma lista de remédios: ela precisa saber o motivo do pedido e qualquer situação que possa interferir na segurança, no conforto ou na interpretação das imagens.
Benefícios e limites do método
A histerossonografia oferece imagens detalhadas da cavidade uterina sem utilizar radiação ionizante. O método acontece em ambiente ambulatorial e pode fornecer informações úteis para decidir se a paciente precisa apenas de acompanhamento, de outra investigação ou de avaliação com especialista.
Ao mesmo tempo, o exame tem limites claros. Ele foca a cavidade do útero e não responde a todas as questões ginecológicas. Quando a investigação envolve trompas, ovários, endometriose profunda ou outras estruturas, a médica pode indicar exames complementares. Para entender como diferentes métodos de imagem se aplicam a outras queixas pélvicas, conheça também a avaliação dinâmica do assoalho pélvico.
O laudo descreve o que as imagens mostram. A conduta surge da conversa entre a paciente e o profissional responsável pelo acompanhamento. Essa integração evita conclusões precipitadas e direciona a investigação de maneira mais segura.
O que acontece depois do resultado
Após receber o laudo, leve-o ao médico ou à médica que solicitou o exame. Esse profissional conhece os sintomas, o histórico e o objetivo da investigação. Ele poderá explicar a relevância do achado, comparar com exames anteriores e definir se há necessidade de acompanhamento, tratamento ou outro procedimento.
Nem toda alteração nas imagens exige intervenção. Da mesma forma, um resultado sem alterações não substitui a investigação clínica quando os sintomas persistem. A conversa de retorno é o momento adequado para esclarecer dúvidas e decidir os próximos passos.
Fontes confiáveis sobre o exame
Para quem deseja compreender aspectos técnicos da histerossonografia, a RadiologyInfo explica a sonohisterografia para pacientes. Profissionais também podem consultar o parâmetro de prática da AIUM sobre sonohisterografia. Essas fontes complementam a informação geral, mas a orientação da equipe que acompanha cada paciente continua essencial.
❓ FAQ — Perguntas frequentes sobre Histerossonografia
Ela avalia a cavidade uterina com ultrassonografia e solução estéril. O exame pode ajudar a investigar alterações como pólipos, miomas submucosos e aderências, sempre conforme a indicação clínica.
Não. O método utiliza ultrassonografia, que forma imagens por ondas sonoras e não usa radiação ionizante.
Muitas vezes após o fim da menstruação. A clínica define o melhor momento conforme o ciclo, a indicação e as informações fornecidas pela paciente.
Informe qualquer possibilidade de gravidez antes do agendamento. O exame não deve ocorrer durante a gestação.
Não. A médica interpreta o laudo junto com os sintomas, o histórico clínico e os demais exames quando necessários.
Entre em contato com o serviço ou procure avaliação médica se sentir dor forte, febre, mal-estar importante ou sangramento intenso.
Conclusão sobre Histerossonografia
A histerossonografia pode ampliar a avaliação da cavidade uterina quando existe indicação clínica. Saber como o exame funciona, respeitar o momento adequado do ciclo e compartilhar informações importantes com a equipe tornam o atendimento mais seguro e mais tranquilo.
Se você recebeu esse pedido, confirme o preparo com a clínica e leve seus exames anteriores. A interpretação do resultado deve sempre considerar a sua história, os seus sintomas e a orientação do profissional que acompanha o caso.


